A presidente da UPPES (União dos Professores Públicos do Estado-Sindicato), Teresinha Machado da Silva cobrou reajuste salarial para o magistério, em mais uma reunião com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc). Para a educadora, melhorias salariais são de suma importância para o avanço da qualidade da educação pública do Estado do Rio de Janeiro. “O professor precisa ter condições financeiras que o possibilitem buscar mais qualificação e qualidade de vida”, disse.
Segundo a presidente, existem muitos professores que comprometem grande parte da sua renda com empréstimos consignados, “pois, o salário pago aos professores públicos da rede estadual está muito defasado”, afirmou. A professora Teresinha reconheceu o esforço da secretaria em obter melhorias, mas ressaltou a importância de um reajuste salarial significativo para a categoria. Na ocasião, a sindicalista apresentou o número de professores que deixaram o magistério. “Nós tivemos, do início do ano até 30 de abril, 760 exonerações a pedido e 38 demissões, se contarmos com aposentadoria, temos 928 baixas no quadro de professores. A maior causa destas demissões é a questão salarial”, assinalou.
A professora Teresinha também chamou a atenção para a questão da carga horária. “40 horas de trabalho é algo inconcebível para o magistério, temos professores que trabalham ainda mais que isso, pois, para obter um ganho melhor, ele acaba trabalhando além do normal”, frisou.
A reunião, que aconteceu na Casa do Professor, em Pendotiba, Niterói, contou com a presença dos subsecretários, Luiz Carlos Becker, Antonio Neto e Zaqueu Ribeiro. Na ocasião, foram apresentadas as realizações e as metas da Seeduc. Para o subsecretário Luiz Carlos Becker, a presença da Secretaria de Educação no sindicato reforça a impotância do diálogo entre as autoridades e os professores. “Esta postura por parte do sindicato, de diálogar, discutir as questões necessárias para a categoria de maneira madura, é fundamental para o magistério”, disse.
Dentre as metas apresentadas pela secretaria está a de subir no ranking nacional. De acordo com a apresentação, o objetivo é estar em quinto lugar no Indice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) até 2013. Para a presidente do sindicato, a principal ferramenta para o avanço da educação é a valorização salarial. “O maior e melhor investimento para que haja mudança é a valorização salarial. Sabemos que existem programas do governo para qualificação dos professores, mas o que queremos, é que o professor tenha plenas condições de arcar com seus estudos, seu lazer e tudo mais”, salientou.
Estiveram presentes na reunião, professores representando várias regiões do estado. Nessas regiões, foram recolhidas diversas dúvidas e reivindicações de professores e foram repassadas aos subsecretários.
|