Evento reuniu centenas de participantes que ouviram especialistas na área da neurodiversidade, educação inclusiva e os impactos da Inteligência Artificial no ambiente educacional
A União dos Professores Públicos no Estado – Sindicato (UPPES) realizou, na última quarta-feira (21/10), o Simpósio UPPES de Educação 2026 com o tema “Pontes para o futuro: educação inclusiva e autismo na era digital”. O encontro aconteceu na subsede Casa do Professor, em Pendotiba, Niterói, reunindo especialistas de diferentes áreas para debater os desafios da inclusão, a neurodiversidade e as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias na educação e centenas de participantes de todo o estado do Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelo Núcleo de Ensino, Núcleo de Psicologia e pela subsede Casa do Professor.

Com programação das 8h às 17h e certificado de 10 horas, o simpósio promoveu palestras, mesas de debate e rodas de conversa, proporcionando um espaço de troca de conhecimentos e experiências entre educadores, pesquisadores, representantes de instituições e pessoas envolvidas diretamente com a causa da inclusão.
Continuidade na tradição institucional
Na abertura do evento, o presidente da UPPES, prof. Dr. Stelling, destacou a importância da continuidade da UPPES na promoção de eventos no âmbito educacional e cultural, nos últimos 81 anos. “A UPPES completou 81 anos e tem uma grande tradição na área da educação. Para terem uma ideia, desde a década de 40 e 50 que nós promovemos cursos, encontros que são importantes, sobretudo, presencialmente, porque nos aproxima como seres humanos. Temos uma tradição amplamente humanista, gostamos de lidar com pessoas, até porque no nosso segmento lidamos com pessoas. A virtualidade, ela traz uma série de possibilidades, mas nada substitui, certamente, a presença física, o calor humano, o olho no olho, a voz do outro, o tocar, o falar, o trocar ideias. Esta convivência não pode perder-se”.
O educador enfatizou a organização e a presença dos inscritos. “Quero parabenizar todos que organizaram, parabenizar vocês pela disponibilidade de virem para uma troca de conhecimentos e assim um crescimento mútuo de todos nós. Agradecer aos nossos palestrantes, agradecer às instituições parceiras que se fazem presentes e a todo o nosso corpo funcional que tem trabalhado com bastante empenho. Uma excelente jornada nesse dia”.

O prof. Dr. Cláudio Joaquim, coordenador do Núcleo de Ensino, agradeceu a presença de todos e ressaltou a relevância do evento. “Estamos aqui porque temos o anseio de aprender sempre mais e fico muito feliz em ver este auditório repleto de pessoas ávidas pelo saber”.
A gerente do Núcleo de Ensino, professora Suzana Mello, destacou o trabalho realizado nos últimos meses em função do simpósio. “Percorri todas as Secretarias de Educação dos Municípios do nosso entorno e fizemos o convite e, por isso, ficamos lisonjeados pela presença de todos e temos certeza de que teremos um dia proveitoso de muito compartilhamento de saberes e experiências. Sejam todos muito bem-vindos”, assinalou.
A coordenadora do Núcleo de Psicologia, Dra. Jacqueline Vasconcellos, reafirmou a importância do trabalho desenvolvido na UPPES em prol desse tema. “A UPPE-Sindicato tem trabalhado bastante na oferta desse acolhimento aos seus filiados e este simpósio é muito importante. Agradecemos a presença de todos”, frisou.
A administradora da Casa do Professor, Adriana Moreno, destacou o trabalho em equipe para a realização do evento. “Esse evento é a consolidação da importância do trabalho institucional e por isso estamos aqui, pois podemos contar com uma equipe de trabalho que nos possibilitou realizar tudo que estamos presenciando. Sejam todos bem-vindos e conheçam a Casa do Professor”, salientou.

Compartilhando conhecimentos e experiências
A primeira palestra, ministrada pelo prof. Dr. José Otávio da Motta Pompeu, docente do Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE/UFRJ), abordou o tema “Neurodiversidade e Educação Inclusiva: construindo pontes entre experiências, conhecimento e inovação”. Diagnosticado com TEA após os 40 anos, o educador compartilhou um pouco da sua experiência no cotidiano social e profissional.

A programação contou ainda com mesas de debates formadas por: escritora e fonoaudióloga Fátima Alves; Lucilia Machado, presidente do COMPEDE e pessoa atípica; Dr. Caio de Souza, coordenador da Diretoria de Pessoas com Deficiência da OAB-RJ; Roberta de Souza, escritora e idealizadora da coletânea Mãe Atípica; Paulo Carvalho, pai ativista e escritor; e Cristiane Botelho da Fonseca, professora e neuropsicopedagoga. A mediação ficou a cargo de Lilian, conhecida como Mãe Atípica.


Inteligência Artificial e neurodiversidade em pauta
A segunda palestra, “Algoritmos e Neurodiversidade”, foi conduzida pelo prof. Dr. Claudio Joaquim dos Santos Braga, coordenador do Núcleo de Ensino da UPPES, que atua no sindicato e desenvolve atividades relacionadas à Inteligência Artificial e à inovação.

O segundo painel reuniu Bárbara Cris, fonoaudióloga com ênfase em Comunicação Aumentativa e Alternativa; dra. Cláudia Valéria, juíza federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região; Isabele Simão, assistente social e pedagoga; e Rafael Vitorino, presidente da Comissão PCD da OAB-Niterói e vice-presidente do Instituto Oceano Azul. A mediação foi realizada pelo professor Dr. Claudio Joaquim.

A roda de conversa contou com representantes da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) e da Secretaria da Mulher e Políticas Inclusivas (SEM), ampliando o debate sobre políticas públicas e estratégias voltadas à construção de ambientes educacionais mais acessíveis e inclusivos. Participantes: Profa. Dra. Flávia Monteiro de Barros Araújo, Doutora em Educação e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense; Camila Thaís de Souza Calaça das Neves de Rezende, Superintendente de Educação Especial da SEEDUC; Cristiane Botelho da Fonseca, coordenadora do Núcleo Pedagógico de Educação Especial da SEEDUC; além da coordenadora da CODAC – Coordenadoria de Acessibilidade de Niterói, Camila Rodrigues.

Momento Cultural
A manhã do dia 21 de outubro foi abrilhantada pelo grupo de dança inclusiva Expressar – Sob regência da professora Thayrine Mesquita e pelo recital de poesia da adolescente Luísa Cabral, representanta o parceiro institucional da UPPES, Casa Atypica.


A importância do Neurofeedback
A psicóloga e neurocientista Bianca Fonseca trouxe uma importante acerca do neurofeedback, a profissional demonstrou o funcionamento, na prática, do diagnóstico de neuroatipicidade.

IA nas escolas
O professor José Alexandro Acha Gomes, que atualmente atua como parceiro do Núcleo de Ensino da UPPES, abordou o tema da aplicação da Inteligência Artificial na prática cotidiana escolar. Ele trouxe o caso de sucesso aplicado no Colégio Estadual Aurelino Leal, em Niterói. A palestra teve a participação do professor Antonio Jorge Mota Junger, diretor do colégio. O educador também abordou Adequação da IA nas Escolas segundo a Nova Legislação.

Parceiros fizeram exposição das suas ações
A Faculdade São Judas Tadeu, com 52 anos de tradição, apresentou ao público um pouco da sua trajetória institucional e sua oferta de ensino presencial e a distância, nas modalidades de graduação e pós-graduação, a entidade foi representada pela coordenadora pedagógica Marcia Marques. A Associação Fluminense de Reabilitação (AFR) destacou sua atuação em diversas regiões do estado no processo de reabilitação de diversas pessoas. A AFR foi representada por João Vitor Pinheiro e Mora Lannes.


Compromisso com a educação inclusiva
Com a realização do simpósio, a UPPES reafirma seu compromisso com a formação continuada dos professores e com a promoção de debates sobre temas fundamentais para o presente e o futuro do ensino.
A iniciativa destacou a importância de aproximar educadores, pesquisadores, famílias, instituições e representantes do poder público na construção de caminhos que favoreçam a inclusão, respeitem a diversidade e ampliem as oportunidades de aprendizagem.
O Simpósio UPPES de Educação 2026 contou com o apoio de:
















